Psilocybe cubensis
Potência: ModeradaNome popular: cogumelo do gado, "cubensis"
Onde ocorre: Regiões tropicais e subtropicais do mundo todo, inclusive o Brasil, sobre esterco de gado em pastos.
É a espécie psicoativa mais conhecida e a mais usada em pesquisa. Foi descrita em 1906 a partir de exemplares coletados em Cuba, daí o nome. Tem chapéu dourado a castanho, anel no pé e mancha azulada quando tocada, reação típica da oxidação da psilocina. Os 18 kg importados para o medicamento experimental brasileiro BTP23+ são desta espécie.
Psilocybe semilanceata
Potência: AltaNome popular: "liberty cap", barrete-da-liberdade
Onde ocorre: Campos e pastagens úmidas de clima temperado, principalmente na Europa e na América do Norte.
Pequeno e fino, tem chapéu cônico com uma ponta no topo, lembrando o barrete frígio da Revolução Francesa, origem do nome popular. Cresce em gramados, mas não diretamente sobre o esterco. É a espécie psicoativa silvestre mais comum da Europa e uma das mais potentes para o seu tamanho.
Psilocybe azurescens
Potência: Muito altaNome popular: "azzies", "flying saucer"
Onde ocorre: Faixa litorânea do noroeste dos EUA (Oregon e Washington), em dunas e restos de madeira.
Descrita oficialmente em 1996 pelo micologista Paul Stamets, que a aponta como uma das espécies com maior teor de psilocibina já medido. Tem chapéu caramelo, que escurece com a idade, e coloração azul intensa ao manuseio, de onde vem o nome. Cresce sobre lascas de madeira e capim de dunas.
Psilocybe cyanescens
Potência: AltaNome popular: "wavy cap", chapéu ondulado
Onde ocorre: Noroeste dos EUA, Europa Ocidental, Nova Zelândia e outras regiões temperadas, em lascas de madeira de parques e jardins.
O chapéu de borda ondulada, caramelo quando úmido, é a marca registrada. Espalhou-se pelo mundo acompanhando o uso de cobertura de madeira no paisagismo urbano. Atenção: cresce no mesmo ambiente que a Galerina marginata, cogumelo mortal (veja o aviso abaixo).
Psilocybe mexicana
Potência: Baixa a moderadaNome popular: "teonanácatl", a "carne dos deuses"
Onde ocorre: Campos e bordas de mata de altitude no México e na América Central.
É a espécie histórica da psilocibina: usada em cerimônias por povos indígenas mesoamericanos, como os mazatecas de Oaxaca, foi dela que o químico suíço Albert Hofmann isolou e nomeou a psilocibina e a psilocina em 1958. Além do cogumelo, forma esclerócios, massas compactas que crescem sob a terra, conhecidas como "trufas" (segunda foto).
Psilocybe tampanensis
Potência: ModeradaNome popular: "pedras filosofais" (esclerócios)
Onde ocorre: Raríssima na natureza: foi descrita a partir de um exemplar coletado em 1977 em um campo arenoso perto de Tampa, na Flórida (EUA).
Uma curiosidade da micologia: praticamente toda a linhagem cultivada hoje descende de um único exemplar coletado pelo micologista Steven Pollock. Assim como a P. mexicana, forma esclerócios, e por isso é bastante estudada.
Panaeolus cyanescens
Potência: AltaNome popular: "blue meanie", copelandia
Onde ocorre: Regiões tropicais e subtropicais, inclusive o Brasil, sobre esterco de gado e de cavalo.
De outro gênero, o Panaeolus. Tem chapéu claro que racha quando seca, pé longo e fino, e lamelas que escurecem em manchas à medida que os esporos pretos amadurecem. Mancha de azul com facilidade e costuma aparecer nos mesmos pastos que o P. cubensis.
Panaeolus cinctulus
Potência: BaixaNome popular: "banded mottlegill", antes chamado P. subbalteatus
Onde ocorre: Mundo todo, em gramados adubados, composto e esterco.
Muito comum e discreto. Ao secar, o chapéu castanho forma uma faixa escura na borda, detalhe que dá o nome popular em inglês. O teor de psilocibina é baixo e irregular, e ele cresce nos mesmos gramados que espécies tóxicas parecidas.
Gymnopilus spectabilis
Potência: Variável, muitas vezes ausenteNome popular: "laughing gym"; no Japão, o-waraitake ("grande cogumelo do riso")
Onde ocorre: Tocos e raízes de árvores na Europa, na Ásia e nas Américas.
Grande, laranja-dourado e em tufos, é bem diferente dos demais. A presença de psilocibina é inconsistente: aparece em algumas coletas e não em outras, conforme a região. Muitos micólogos tratam o grupo hoje como Gymnopilus junonius. Entre os cogumelos de cor parecida que crescem em madeira há espécies tóxicas.